Assista, abaixo, reportagem que fala dos benefícios das aulas de cerâmica no combate ao estresse.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Veja dicas para a queima de peças artísticas (continuação)
O que é “temperatura ideal”?
Cada cor (pigmento) precisa atingir um determinado grau de temperatura para deixá-la com sua luminosidade própria (brilho). Existe também uma tolerância maior ou menor de cada pigmento, quanto às misturas entre si, que ococrrem principalmente na pintura impressionista (em forma de “esfumaceado” – quando as cores se confundem).
A “temperatura ideal” é quando se consegue equilibrar essas pequenas diferenças de temperatura entre os pigmentos e os diferentes materiais, conseguindo a luminosidade das cores e textura de forma padronizada em toda a peça, sem desbotar as cores, quer sejam cores puras ou misturadas entre si.
E essa temperatura personalizad do seu forno se consegue descobrir através das queimas de testes. Por isso, recomendamos que se faça queimas de testes com várias cores e em diferentes materiais, utilizando pinceladas de cores puras e outras pinceladas com outras cores para observar o resultado.
Quando à pintura, existem algumas cores que exigem mais atenção, conforme a tabela abaixo:
Aos poucos, você vai descobrir que as técnicas são infinitas e para cada técnica tem a temperatura considerada ideal. Após algumas queimas você saberá rapidamente qual a “temperatura ideal” de seu forno.
Nada nos impede de misturar na mesma fornada peças de diferentes materiais (ex.: porcelana, faiança...) tudo depende da técnica aplicada e saber antecipadamente qual a temperatura ideal para ambas ficarem com a mesma qualidade de queima
Campo Homogêneo
A temperatura homogênia está no centro do forno, onde inicia o “campo” homogêneo. Este campo vai aumentando do centro em direção às paredes e termina perto delas, a uma distância entre 5 a 10cm. Este campo sempre é menor que o forno.
Enquanto não conhecer o campo homogêneo de seu forno, e necessitar de uma queima igual para todas as peças, é aconselhável distanciar as peças da soleira, do teto e das quatro laterais.
O ideal é fazer fornadas de teste com montagens diferentes. Usar aquelas cores que modificam com pequena variação de temperatura.
Fazer uma “mapa” como estavam colocadas, para, após a mesma quima, demarcar o campo que ficou bom. Anotar a temperatura e o tempo de patamar.
Diversos fatores contribuem para aumentar o campo homogêneo.
Os principais são:
- Boa circulação entre peça e próprio forno.
- Patamar com tempo superior a 30 minutos (às vezes deve diminuir a temperatura).
Cada cor (pigmento) precisa atingir um determinado grau de temperatura para deixá-la com sua luminosidade própria (brilho). Existe também uma tolerância maior ou menor de cada pigmento, quanto às misturas entre si, que ococrrem principalmente na pintura impressionista (em forma de “esfumaceado” – quando as cores se confundem).
A “temperatura ideal” é quando se consegue equilibrar essas pequenas diferenças de temperatura entre os pigmentos e os diferentes materiais, conseguindo a luminosidade das cores e textura de forma padronizada em toda a peça, sem desbotar as cores, quer sejam cores puras ou misturadas entre si.
E essa temperatura personalizad do seu forno se consegue descobrir através das queimas de testes. Por isso, recomendamos que se faça queimas de testes com várias cores e em diferentes materiais, utilizando pinceladas de cores puras e outras pinceladas com outras cores para observar o resultado.
Quando à pintura, existem algumas cores que exigem mais atenção, conforme a tabela abaixo:
Aos poucos, você vai descobrir que as técnicas são infinitas e para cada técnica tem a temperatura considerada ideal. Após algumas queimas você saberá rapidamente qual a “temperatura ideal” de seu forno.
Nada nos impede de misturar na mesma fornada peças de diferentes materiais (ex.: porcelana, faiança...) tudo depende da técnica aplicada e saber antecipadamente qual a temperatura ideal para ambas ficarem com a mesma qualidade de queima
Campo Homogêneo
A temperatura homogênia está no centro do forno, onde inicia o “campo” homogêneo. Este campo vai aumentando do centro em direção às paredes e termina perto delas, a uma distância entre 5 a 10cm. Este campo sempre é menor que o forno.
Enquanto não conhecer o campo homogêneo de seu forno, e necessitar de uma queima igual para todas as peças, é aconselhável distanciar as peças da soleira, do teto e das quatro laterais.
O ideal é fazer fornadas de teste com montagens diferentes. Usar aquelas cores que modificam com pequena variação de temperatura.
Fazer uma “mapa” como estavam colocadas, para, após a mesma quima, demarcar o campo que ficou bom. Anotar a temperatura e o tempo de patamar.
Diversos fatores contribuem para aumentar o campo homogêneo.
Os principais são:
- Boa circulação entre peça e próprio forno.
- Patamar com tempo superior a 30 minutos (às vezes deve diminuir a temperatura).
Veja dicas para a queima de peças artísticas
Queima não é o termo correto, mas usa-se para designar o processo em que os metais (pigmentos e óxidos) de tinta se fundem com o esmalte da porcelana ou aderem diretamente no material cerâmico.
Cada forno é um “produto individualizado”, quer dizer, cada um atinge a chamada “temperatura ideal” marcando a sua temperatura que é captada pelo sensor no interior do forno e transmitida para o controlador no painel. Essas diferenças de temperatura são consideradas normals, o mais importante é descobrir qual “temperatura ideal”, para o seu forno; isso é fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho.
Siga alguns passos e veja como é simples:
Como descobrir a “temperatura ideal”?
Fazendo algumas experiências com queimas de teste. De grande ajuda é solicitar ao fabricante das tintas a faixa de temperatura das mesmas.
Pias ou outras porcelanas sanitárias precisam de uma pré-secagem antes da pintura. Proceda da seguinte forma: coloque a peça no forno, deixando a parte porosa livre. Programe o forno até 100ºC com a porta entre-aberta. Observe a umidade sair. Quando não sair mais umidade, a peça estará em condições de ser pintada. Sua queima deverá ser lenta, em torno de cinco horas.
A título de orientação, apresentamos uma tabela com algumas faixas de temperaturas que são usadas como referência, para diferentes materiais e finalidade:
Observe que para cada material relacionado existe uma margem entre temperatura mais baixa e a temperatura mais alta Para experiências em seu forno pode ser utilizado a tabela acima como referência.
Por exemplo: para a primeira queima de teste pode ser utilizada a temperatura mínima indicada; a segunda queima de teste (em outra peça) a temperatura intermediária. Quando fizemos a segunda queima de teste, pode-se então comparar qual das duas atingiu o melhor resultado e, se necessárioc, se faz uma terceira queimda de teste.
Um bom curso de Porcelana ou Cerâmica inclui no seu currículo toda a tecnologia dos materiais que englobam o manejo do forno e sua queima proprieamente dia, ou seja, informar e programar a queima.
Quanto melhor a pessoa conhecer o Forno Jung, poderá se beneficiar da tecnologia para os efeitos desejados.
Vários fatores influenciam no resultado de uma queima:
- Dureza do material (porosidade da peça – absorvendo mais ou menos tinta);
- Peça vitrificada ou biscuit;
- Espessura da peça (peça com partes mistas – partes mais grossas e outras mais finas);
- Qualidade da tinta (procedência da matéria-prima – pigmentos);
- Qualidade do veículo e sua adequada aplicação (óleo, solvente...);
- Preparo das tindas (“batidas” de forma homogênea, sem grânulos, sem satuiração do óleo);
- Tempo de secagem natural antes de ir ao forno (imediatamente após pintada ou alguns dias depois, dependendo da técnica);
- Temperatura inadequada (abaixo ou acima da temperatura ideal);
- Tempo de patamar;
- Carga “abafada”, que dificulta a circulação do calor ( na convecção);
- Espessura do esmalte;
- Temperatura de amolecimento do esmalte;
- Não encostar peças de tintas molhadas;
- Não encostar lajotas diretamente nas resistências.
Esses fatores devem ser levados em conta no momento da comparação de uma peça com outra, após a queima.
Cada forno é um “produto individualizado”, quer dizer, cada um atinge a chamada “temperatura ideal” marcando a sua temperatura que é captada pelo sensor no interior do forno e transmitida para o controlador no painel. Essas diferenças de temperatura são consideradas normals, o mais importante é descobrir qual “temperatura ideal”, para o seu forno; isso é fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho.
Siga alguns passos e veja como é simples:
Como descobrir a “temperatura ideal”?
Fazendo algumas experiências com queimas de teste. De grande ajuda é solicitar ao fabricante das tintas a faixa de temperatura das mesmas.
Pias ou outras porcelanas sanitárias precisam de uma pré-secagem antes da pintura. Proceda da seguinte forma: coloque a peça no forno, deixando a parte porosa livre. Programe o forno até 100ºC com a porta entre-aberta. Observe a umidade sair. Quando não sair mais umidade, a peça estará em condições de ser pintada. Sua queima deverá ser lenta, em torno de cinco horas.
A título de orientação, apresentamos uma tabela com algumas faixas de temperaturas que são usadas como referência, para diferentes materiais e finalidade:
Observe que para cada material relacionado existe uma margem entre temperatura mais baixa e a temperatura mais alta Para experiências em seu forno pode ser utilizado a tabela acima como referência.
Por exemplo: para a primeira queima de teste pode ser utilizada a temperatura mínima indicada; a segunda queima de teste (em outra peça) a temperatura intermediária. Quando fizemos a segunda queima de teste, pode-se então comparar qual das duas atingiu o melhor resultado e, se necessárioc, se faz uma terceira queimda de teste.
Um bom curso de Porcelana ou Cerâmica inclui no seu currículo toda a tecnologia dos materiais que englobam o manejo do forno e sua queima proprieamente dia, ou seja, informar e programar a queima.
Quanto melhor a pessoa conhecer o Forno Jung, poderá se beneficiar da tecnologia para os efeitos desejados.
Vários fatores influenciam no resultado de uma queima:
- Dureza do material (porosidade da peça – absorvendo mais ou menos tinta);
- Peça vitrificada ou biscuit;
- Espessura da peça (peça com partes mistas – partes mais grossas e outras mais finas);
- Qualidade da tinta (procedência da matéria-prima – pigmentos);
- Qualidade do veículo e sua adequada aplicação (óleo, solvente...);
- Preparo das tindas (“batidas” de forma homogênea, sem grânulos, sem satuiração do óleo);
- Tempo de secagem natural antes de ir ao forno (imediatamente após pintada ou alguns dias depois, dependendo da técnica);
- Temperatura inadequada (abaixo ou acima da temperatura ideal);
- Tempo de patamar;
- Carga “abafada”, que dificulta a circulação do calor ( na convecção);
- Espessura do esmalte;
- Temperatura de amolecimento do esmalte;
- Não encostar peças de tintas molhadas;
- Não encostar lajotas diretamente nas resistências.
Esses fatores devem ser levados em conta no momento da comparação de uma peça com outra, após a queima.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Conheça a história da cerâmica
A cerâmica é o material que acompanha o homem desde os tempos primitivos. Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, ele necessitava não apenas de um abrigo, como de vasilhas para armazenar a água, os alimentos colhidos e as sementes para a próxima safra, essas vasilhas deveriam ser resistentes, impermeáveis e de fácil fabricação.
Essas qualidades foram obtidas na modelagem de peças em argila. A capacidade da argila de ser modelada (plasticidade) quando misturada com água, e de endurecer após estar seca e mais firme ainda após a queima, permitiu que ela fosse utilizada na produção de utensílios de uso doméstico para o armazenamento de alimentos, vinhos, óleos, perfumes, na construção de moradias e urnas funerárias e até como suporte para escrita, ou seja, registros gráficos.
Todos esses inúmeros usos são importantes para a Arqueologia que estuda a história das civilizações baseada em fragmentos desses utensílios. Há cerca de 2.000 anos, isto é, bem antes da descoberta do Brasil pelos portugueses, já existiam em nosso país populações que fabricavam cerâmicas, eram aldeias instaladas próximas a rios e ribeirões, vivendo da caça e pesca, cultivando determinadas plantas e capazes de manipular convenientemente o barro, produzindo uma gama variada de potes, baixelas e outros artefatos cerâmicos.
Até dutos cerâmicos foram utilizados há 4.000 a.C. no antigo Egito e na Ilha de Creta, em obras de irrigação, drenagem, transporte de água e coleta de esgotos. O Museu Britânico possui uma "manilha cerâmica" retirada de escavações realizadas na Pérsia com cerca de 4.000 anos e que se encontra em perfeito estado.
Essas qualidades foram obtidas na modelagem de peças em argila. A capacidade da argila de ser modelada (plasticidade) quando misturada com água, e de endurecer após estar seca e mais firme ainda após a queima, permitiu que ela fosse utilizada na produção de utensílios de uso doméstico para o armazenamento de alimentos, vinhos, óleos, perfumes, na construção de moradias e urnas funerárias e até como suporte para escrita, ou seja, registros gráficos.
Todos esses inúmeros usos são importantes para a Arqueologia que estuda a história das civilizações baseada em fragmentos desses utensílios. Há cerca de 2.000 anos, isto é, bem antes da descoberta do Brasil pelos portugueses, já existiam em nosso país populações que fabricavam cerâmicas, eram aldeias instaladas próximas a rios e ribeirões, vivendo da caça e pesca, cultivando determinadas plantas e capazes de manipular convenientemente o barro, produzindo uma gama variada de potes, baixelas e outros artefatos cerâmicos.
Até dutos cerâmicos foram utilizados há 4.000 a.C. no antigo Egito e na Ilha de Creta, em obras de irrigação, drenagem, transporte de água e coleta de esgotos. O Museu Britânico possui uma "manilha cerâmica" retirada de escavações realizadas na Pérsia com cerca de 4.000 anos e que se encontra em perfeito estado.
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