sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Veja dicas para a queima de peças artísticas

Queima não é o termo correto, mas usa-se para designar o processo em que os metais (pigmentos e óxidos) de tinta se fundem com o esmalte da porcelana ou aderem diretamente no material cerâmico.

Cada forno é um “produto individualizado”, quer dizer, cada um atinge a chamada “temperatura ideal” marcando a sua temperatura que é captada pelo sensor no interior do forno e transmitida para o controlador no painel. Essas diferenças de temperatura são consideradas normals, o mais importante é descobrir qual “temperatura ideal”, para o seu forno; isso é fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho.

Siga alguns passos e veja como é simples:

Como descobrir a “temperatura ideal”?

Fazendo algumas experiências com queimas de teste. De grande ajuda é solicitar ao fabricante das tintas a faixa de temperatura das mesmas.

Pias ou outras porcelanas sanitárias precisam de uma pré-secagem antes da pintura. Proceda da seguinte forma: coloque a peça no forno, deixando a parte porosa livre. Programe o forno até 100ºC com a porta entre-aberta. Observe a umidade sair. Quando não sair mais umidade, a peça estará em condições de ser pintada. Sua queima deverá ser lenta, em torno de cinco horas.

A título de orientação, apresentamos uma tabela com algumas faixas de temperaturas que são usadas como referência, para diferentes materiais e finalidade:



Observe que para cada material relacionado existe uma margem entre temperatura mais baixa e a temperatura mais alta Para experiências em seu forno pode ser utilizado a tabela acima como referência.

Por exemplo: para a primeira queima de teste pode ser utilizada a temperatura mínima indicada; a segunda queima de teste (em outra peça) a temperatura intermediária. Quando fizemos a segunda queima de teste, pode-se então comparar qual das duas atingiu o melhor resultado e, se necessárioc, se faz uma terceira queimda de teste.

Um bom curso de Porcelana ou Cerâmica inclui no seu currículo toda a tecnologia dos materiais que englobam o manejo do forno e sua queima proprieamente dia, ou seja, informar e programar a queima.

Quanto melhor a pessoa conhecer o Forno Jung, poderá se beneficiar da tecnologia para os efeitos desejados.

Vários fatores influenciam no resultado de uma queima:

- Dureza do material (porosidade da peça – absorvendo mais ou menos tinta);
- Peça vitrificada ou biscuit;
- Espessura da peça (peça com partes mistas – partes mais grossas e outras mais finas);
- Qualidade da tinta (procedência da matéria-prima – pigmentos);
- Qualidade do veículo e sua adequada aplicação (óleo, solvente...);
- Preparo das tindas (“batidas” de forma homogênea, sem grânulos, sem satuiração do óleo);
- Tempo de secagem natural antes de ir ao forno (imediatamente após pintada ou alguns dias depois, dependendo da técnica);
- Temperatura inadequada (abaixo ou acima da temperatura ideal);
- Tempo de patamar;
- Carga “abafada”, que dificulta a circulação do calor ( na convecção);
- Espessura do esmalte;
- Temperatura de amolecimento do esmalte;
- Não encostar peças de tintas molhadas;
- Não encostar lajotas diretamente nas resistências.

Esses fatores devem ser levados em conta no momento da comparação de uma peça com outra, após a queima.

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